Evolução dos Dados Econômicos no Brasil

Monthly Archives: Novembro 2015

A ECONOMIA BRASILEIRA


 (Agosto de 2017)

Desde 2007, quando seu Produto Interno Bruto superou 1 trilhão de dólares, a Economia Brasileira se encontra entre as dez maiores do mundo. Em 2013 o valor do PIB chegou a alcançar 2,5 trilhões, colocando o País na sétima posição mundial (GNI – World Bank, current dollars). A partir de 2014, no entanto, a Economia e a Política brasileiras se descasaram, criando um ambiente de insegurança econômica que acabou levando o País à estagnação.

Com as riquezas que possui, com seu imenso território de mais de 8 milhões de quilômetros quadrados e uma população superior a 200 milhões de pessoas, o País, em poucas décadas, inevitavelmente disputará o terceiro lugar de maior PIB do mundo, atrás apenas dos EUA e China.  Esta será sua colocação natural no ranking mundial também por causa do destaque que exercerá nas áreas estratégicas de Energia e Produção de Alimentos e em função das vantagens que tende a usufruir em face de sua liderança geopolítica na América Latina. Não há país no mundo com tantas condições favoráveis para um futuro tão promissor. O País não possui conflitos territoriais com seus vizinhos ou dentro de seu território, e conta com um povo pacífico e sem história de conflitos e ódios raciais ou religiosos.

A par de toda esta pujança, o povo brasileiro não desfruta a mesma qualidade de vida que desfrutam as populações dos países desenvolvidos, e sua renda per capita não está entre as 50 maiores do mundo. A Educação brasileira continua a ser uma das piores do mundo, insuficiente em todos os seus níveis e seguindo sua trajetória secular de não fornecer cérebros para o País. A infraestrutura brasileira continua precária e também insuficiente, multiplicando os custos do País e afetando a competitividade empresarial e a vida do cidadão. A Economia não é capaz de gerar os investimentos que lhe sustentem e que nos façam esquecer da Inflação, seguindo sua trajetória preguiçosa de baixa poupança e sempre dependente do capital internacional. Não somos capazes de estabelecer uma política tributária justa e suficiente para prover os cofres públicos de recursos que bastem para atender o contribuinte em suas necessidades e naquilo que o País precisa para alavancar o seu progresso.

 A Indústria Brasileira tem 60% de sua produção bruta concentrada na Região Sudeste, dos quais 40% em São Paulo; exporta todo tipo de produto, para 130 países do mundo. Exportamos aviões, sapatos, computadores, telefones celulares, vinhos, lençóis… tudo, da mais variada tecnologia. A Indústria Brasileira emprega 28 milhões de pessoas e representa cerca de 25% do PIB. Sua competitividade esbarra no chamado “custo Brasil”: infraestrutura precária, burocracia de Estado paralisante, carga tributária alta e complexa, falta de regulamentação em alguns setores estratégicos… O Câmbio não lhe ajuda na competição externa e nem a defende na interna.

O Setor Agrícola Brasileiro é um dos maiores produtores e exportadores de grãos no Mundo, contribuindo de forma decisiva para a alimentação mundial e para o desenvolvimento da bioenergia. Ao contrário do que acontece com a Indústria, a Agricultura Brasileira é muito competitiva, ajudada pela grande disponibilidade de terras e por um clima favorável durante a maior parte do ano. Parte desta produtividade também se deve às pesquisas desenvolvidas pela Empresa Brasileira de Pesquisas Agropecuárias – EMBRAPA.

A soja, o milho e o arroz representam mais de 90% da produção, concentrada nas regiões Centro-Oeste (78,9 milhões de toneladas) e Sul (70,7). O agronegócio exportador convive com uma agricultura familiar que conta com 4,3 milhões de unidades produtivas, participando em 70% dos alimentos que fazem parte da mesa do brasileiro. O produto do Setor Agrícola corresponde a 5 ou 6% do PIB brasileiro, mas gera um agronegócio importante, com a participação da Indústria e do Setor de Serviços, gerando um produto equivalente a 23% do PIB.

O Setor de Serviços é o maior setor da Economia Brasileira, correspondendo entre 67 e 70% do PIB, e se caracteriza por seu dinamismo e criatividade. Mas é um Setor pouco estudado e muito informal: sobre ele são pouco eficazes as ações de Governo, e mais depende das demandas da Indústria e Agricultura. É um setor que não sofre concorrência do Exterior e, por isto, ameaça constantemente os índices de inflação.

A inflação fez parte da história e da cultura brasileiras na segunda metade do século passado e somente a partir de 1994, com o Plano Real, o País conseguiu controlá-la, mas não extingui-la. O câmbio nem sempre sob controle, para cima ou para baixo, e o nível de investimentos muito baixo no País não nos deixam esquecer este fantasma ameaçador.

No período objeto deste estudo o País multiplicou a sua dívida interna, o que o faz refém do pagamento de altos juros bancários: somente em 2016 foram pagos mais de 400 bilhões de reais a título de juros. Emenda à Constituição para limitação dos gastos por 20 anos está colocando esta questão sob um foco nunca antes adotado.

A ECONOMIA EM 2015


(fevereiro 2016)

O ano de 2015 foi marcado pela influência política sobre a administração econômica. É uma continuação de 2014, mas com aprofundamento maior desta questão: sem apoio nas duas casas do Congresso e a Economia Internacional não podendo ajudar, o País encontrou enorme dificuldade para o crescimento, ficando evidenciado que o modelo baseado no consumo já teria se esgotado muito antes, quando então passaram a secar as fontes que o alimentaram: o crédito fácil, a valorização do Salário Mínimo, o aumento do emprego e do salário real, as políticas de transferência de renda e o próprio ritmo do comércio exterior sustentaram cada vez menos as mesmas taxas de antes, tendo apenas ganhos marginais, insuficientes para promover a alavancagem do PIB. Em 2010 o País atingiu o pico deste ciclo e seria preciso se reinventar para prosseguir com o mesmo ritmo.

O índice de confiança da Indústria na Economia ficou longe dos 100 pontos que costumava alcançar até 2013 nas pesquisas da Revista Conjuntura Econômica da Fundação Getúlio Vargas: a insegurança do Empresariado diante de medidas pouco ortodoxas tomadas pelo Governo, ainda em 2014, nas áreas de energia, isenção fiscal, promoção de financiamentos pelo BNDES e ausência de concessões na infraestrutura, não cessa de crescer, aproximando-se de apenas 60 pontos em 2015.

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EVOLUÇÃO DO PIB BRASILEIRO E DOS 20 MAIORES DO MUNDO DESDE O PLANO REAL


 

Em 1994, ano do início da estabilização da moeda brasileira, o Produto Interno Bruto – PIB do Brasil, informado pelo Banco Mundial, era de 485 bilhões de dólares. Na ocasião, estávamos classificados em décimo lugar, como vemos abaixo, onde são apresentados os 20 maiores PIB do mundo. Neste ano, deixou o Governo o Sr. Itamar Franco e as condições do País e do mundo eram muito favoráveis para o Brasil arrancar para o desenvolvimento: nossa dívida interna era de apenas 60 bilhões de dólares, a dívida externa estava equacionada, a inflação diagnosticada e o mundo num momento de grandes acordos comerciais, quando todos os países poderiam se beneficiar. Naquele ano, a situação era tão positiva para o Brasil ,que, dizia um eminente professor da USP, não importava quem fosse o vencedor do próximo pleito à Presidência da República, pois, inevitavelmente o País arrancaria para o progresso. Continue lendo EVOLUÇÃO DO PIB BRASILEIRO E DOS 20 MAIORES DO MUNDO DESDE O PLANO REAL…