Evolução dos Dados Econômicos no Brasil

Cenários 2013 (Julho)


Em 2013, no Brasil, a Política prepondera sobre a Economia. Não só por causa da “Primavera Brasileira” cheia de vigor, com as ruas lotadas de pessoas e protestos, mas também, e principalmente, em face da antecipação do debate sobre a sucessão presidencial, dando a impressão que todas as medidas e falações, tanto do Governo como da Oposição, visam exclusivamente o pleito de 2014.

Na Pauta da Economia o Governo inclui a Inflação, que custa a ceder, e o PIB fraco, que custa a arrancar. Esta pauta ganhou força porque o debate eleitoral foi antecipado e estes dois assuntos serão cruciais na avaliação do eleitor ao depositar seu voto na sagrada urna. No entanto, são preocupações que geram dilemas, porque de providências antagônicas: o Juro alto para controlar a Inflação inibe o esforço para aumentar o desenvolvimento; e o relaxamento fiscal que serve para irrigar a Economia é, por outro lado, alimento poderoso para  a inflação.

A meta para a inflação (IPCA) em 2013 é de 4,5%, com margem de dois pontos para mais ou para menos. No primeiro semestre a inflação sempre rondou o teto máximo de 6,5%, embora a inflação mensal tenha sido decrescente, tendência que se espera para o segundo semestre. A inflação de 12 meses passa a ser decrescente a partir de julho, com a queda do preço dos alimentos e um jogo mais duro do Banco Central na administração da taxa de juros, que pode chegar a 9,5% em 2014. O dólar valorizado não ajuda o combate à inflação, pois encarece os produtos importados.

O crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2013 não atingirá a marca de 3% como espera o Governo, apesar da manutenção do emprego em níveis razoáveis e da melhoria das perspectivas para o Mercado Internacional, principalmente os EUA. A taxa de investimento se mantém em torno de 18%, longe dos estimados 25%, taxa considerada ideal para um crescimento sustentado do PIB. A indústria brasileira, que se contraiu 0,8% em 2012, continua a perder competitividade apesar dos fortes incentivos proporcionados pelo Governo;  em face do “Custo Brasil” suas perspectivas para este ano continuam a não ser boas e seu crescimento não deve ser muito diferente de 1%. A Agricultura,com robusto apoio financeiro para seu custeio e investimento, caminha bem, com uma perspectiva de crescimento de 3,2% na próxima safra agrícola. Já o Setor de Serviços, que representa cerca de 70% do PIB e emprega 75% dos trabalhadores brasileiros terá um crescimento modesto.

Os números do Comércio Exterior estão contaminados por uma transferência de valores da conta petróleo que deveriam constar dos dados de 2012. São cerca de 5 bilhões de dólares.

Além disto, a Petrobras não tem conseguido fazer face à crescente demanda interna de petróleo e seus derivados: os poços atuais tem exigido reiteradas paradas para manutenção, e o pré sal ainda produz quantidade muito insuficiente para compensar as perdas acima referidas. A  América Latina continua a ser o maior destino de nossas exportações, e os produtos industrializados correspondem a 85% do total. Para os EUA a participação dos produtos industrializados também é grande, 75%, mas, em relação a 2012, está havendo uma redução de 20% no total exportado. Para a China houve um acréscimo de 5% nas exportações, mas o total de industrializados corresponde apenas a 12,5%. A previsão é que as exportações atinjam 240 bilhões de dólares em 2013.

 

 

 

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